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domingo, 29 de abril de 2012

I) CRÔNICA
O QUARTINHO NO FUNDO DO QUINTAL
Muitos relacionamentos são como os quartinhos no fundo do quintal das casas antigas: o tempo faz esquecer os motivos pelos quais elas foram erguidas. Ficam lá no fundo, esquecidas, emboloradas, sem vida, sem significado.
O tempo embaça a memória, sentidos e serena as manifestações da sexualidade; embaça, mas não suprime sentimentos nem as entranhas pulsantes, apenas as aquieta no mar morto das acomodações, numa contida e ao mesmo tempo resignada esperança de ressurgimento.
Enquanto há novidades, nos encantamos com os inícios, mas a rotina, sorrateiramente, cala, as que foram um dia, mais vivas manifestações de amor, carinho e estima do melhor do ser humano.
Sem ser apercebido, os relacionamentos amorosos se tornam relações negociais. Aí, então, prevalece o interesse individual, o que se pode usufruir no interesse de cada um e a ausência de ética da vantagem se sobrepõe às virtudes do respeito, do amor e da igualdade.
Aí, então, há muitos quartinhos no fundo de quintal das casas antigas, esquecidas, sem alma e emoções, lá no fundo, na impotente e crescente  desesperança da fustigante mesmice!
II) LITERATOS
O Marquês de Sade (1740-1814) foi um aristocrata francês e escritor libertino. Do seu nome surgiu o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro. Foi perseguido tanto pela monarquia como pelos revolucionários vitoriosos de 1879 (Queda da Bastilha) e depois por Napoleão, tendo sido muitas de suas obras escritas na prisão da Bastilha.
Sade morreu aos 74 anos, amado por duas mulheres, em um hospício. Muitos filmes foram feitos sobre ele e a teoria das suas obras.

"Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes."

III) COMPORTAMENTO
CICLISTAS

A bicicleta na forma concebida pelo inventor e pintor Leonardo da Vinci.
A bicicleta foi introduzida no Brasil no final do século XIX. Na São José dos Campos dos anos 1950, tempos do Brasil rural, ela era o principal meio de transporte, principalmente dos operários. Com a implantação das montadores de veículos e acesso ao crédito, ela foi sendo substituída pelo carro e hoje, é utilizada muito mais em atividades esportivas e de lazer.
Sob a constante ameaça de motoristas de carros e ônibus agressivos e imprudentes, os ciclistas "sobrevivem" em meio à "proteção" de algumas ciclovias e a proximidade de veículos grandes e pequenos.
Na cidade de São Paulo, 4 ciclistas são atropelados e mortos todos mês e a partir do dia 14 de maio próximo, a Companhia de Engenharia de Tráfego vai fiscalizar e autuar veículos que não dão prioridade às bicicletas no trânsito e poderão levar multas de até R$ 574,62 e receber 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. De pouco adiantará! Consciência e respeito humano dependem de formação moral e cultural. Desses valores, a maioria dos motoristas é carente!
Os ciclistas formam confrarias para defender seu estilo de vida e seus direitos.
IV) HISTÓRIA
SANATÓRIO SÃO JOSÉ
Na São José dos Campos sanatorial, foi fundado em 1946, na Rua Paraibuna, 83, cujo diretor clínico era o Dr. Jorge Zarur e diretor comercial, Mário Cesare Porto. Mais tarde foi mudado para a Rua Prudente Meirelles, onde encerraria suas atividades, com o declínio do ciclo sanatorial, em virtude da descoberta e aplicação da streptomicina.
O prédio do Sanatório São José permanece com sua mesma arquitetura, porém cercado por muros altos que escondem sua história.
V) PENSAMENTO
Na vida há sempre uma possibilidade e ela depende da atitude, boa fé, preparo, sorte, constância, afabilidade, postura pessoal e bons princípios.
VI) TÚNEL DO TEMPO
Dr. KILDARE
Doutor Kildare, série de televisão exibida nos anos 1960, com Richard Chamberlain no papel principal, contava a história de um jovem interno, o Doutor Kildare, que trabalhava em um grande hospital e tentava aprender sua profissão e lidar com os problemas pessoais dos seus pacientes.
Após o fim da série, Richard Chamberlain estrelou diversos filmes, musicais e minisséries de televisão. Atualmente, vive no Havaí com seu companheiro, agente e produtor Martin Robett.
Riachard Chamberlain, 78, o Doutor Kildare da série dos anos 1960.
vídeo: www.youtube.com/watch?v=_hcAWZByqA



sexta-feira, 20 de abril de 2012

I) CRÔNICA
ESPÍRITO
Deixar o espírito da velhice ressentida se instalar no coração é não se empolgar com as alegres novidades e os seus encantos; é sentir que os risos e alegrias à sua volta parecem inocentes manifestações de ingênuos.
Deixar o espírito da velhice ressentida se agasalhar na alma é permitir que o juvenil e imoderado desejo de atrair a atenção se desvaneça e numa masmorra seja aprisionado o verbo enérgico na defesa de  teses, ideais e  princípios, transformando-os em resignação e conformismo.
Deixar o espírito da velhice ressentida invadir o íntimo das entranhas é aquietar a pulsátil e natural sexualidade e aniquilar desejos e esperanças.
O espírito, por mais que viaje por estradas acidentadas, deve ser a última e sólida fortaleza onde o ser humano deposita os seus mais elevados e resilientes valores e virtudes e não deve deixar nunca espaço para a dispensável e sufocante melancolia.
II) LITERATOS
MILAN KUNDERA
Nasceu em 1929, na Tchecoslováquia, no seio de uma família erudita de classe média. Em 1968, participou com outros artistas como Václav Havel, que viria se tornar presidente do país, da organização de um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Vive na França desde 1975. Seus romances tratam de escolhas e decepções.
Sua principal obra é A Insustentável Leveza do Ser que foi transformado em filme em 1987 e tem no elenco Daniel Day-Lewis e Juliette Binoche.
A história se passa nos anos 1960 em Praga, Tchecoslováquia, onde um médico, totalmente apolítico, tem como hobby ter diversas parceiras sexuais, mas evitando sempre um maior envolvimento. O pano de fundo são os acontecimentos de 1968, conhecidos como Primavera de Praga, quando tanques soviéticos invadiram a capital tcheca para pôr fim a uma série de protestos, fatos que mudam suas vidas para sempre.


III) COMPORTAMENTO
RELIGIÃO
O catolicismo apostólico romano, que tem sido a principal religião do país desde o século XVI, quando foi introduzida pelos missionários franciscanos e jesuítas que acompanhavam os colonizadores portugueses e que, segundo o Censo do IBGE de 2000, era constituído por 73,8% da população brasileira, está em declínio.
Hoje, esse número é de 67,84% segundo o Censo do IBGE de 2010.
O número de evangélicos é de 21,93% da população, enquanto 6,72%  declaram não ter religião e 4,62% dizem praticar religiões alternativas.
Mas, o que parece preocupar os bispos da CNBB é o número de católicos praticantes: 5%, ou seja, aproximadamente 7 milhões num universo estimado de 130 milhões de fiéis.
Os não-praticantes vão a cerimônias como casamentos e batizados, mas não participam regularmente de confissões e missas. Frequentemente, discordam em questões dogmáticas da Igreja como aborto, controle de natalidade e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Essas questões são relevantes nesses tempos, quando os costumes, as tecnologias e a forma de pensar, progressiva e constantemente, se modificam. É o mundo real! É o mundo de hoje!

                                            Basílica de São Pedro, no Vaticano.
IV) HISTÓRIA
A PRIMEIRA RÁDIO
A primeira estação de rádio de São José dos Campos foi, na verdade, um serviço de alto-falantes fundado em 27 de março de 1937. A PL-1 ficava no Hotel dos Viajantes, na Rua XV de Novembro, um sobrado que depois foi demolido para ligar a Rua Sebastião Hummel com a Avenida São José.
Mas, a primeira rádio de verdade a chegar aos lares joseenses foi a ZYE-5 Rádio Clube de São José dos Campos, que ficava na Rua XV de Novembro e que foi ao ar pela primeira vez em 28 de setembro de 1946.
V) PENSAMENTO
A ampulheta que, implacável, marca o tempo, é, eternamente, igual, rápida e silenciosa. Enquanto os grãos de areia na sua mesma medida deslizam sem parar, os seres humanos desperdiçam milhares de instantes de felicidade, não percebendo o hoje e suas coisas simples e intensas, enquanto ilusoriamente esperam por um abstrato momento no amanhã!
VI) TÚNEL DO TEMPO
GUNSMOKE
Marco na história da tv americana, já que foi o segundo seriado mais longo de todos os tempos, sendo superado apenas por Os Simpsons.
O delegado Matt Dillon (James Arness) era o guardião da lei na pequena Dodge City por volta de 1860, onde também defendia Kitty Russell (Amanda Blake), a dona do saloon.
A série foi exibida no Brasil pela tv Record até 1989. James Arness (1923-2011) havia sido escolhido para ser Matt Dillon depois da recusa de John Wayne. Após o fim da série, participou de alguns filmes e séries de tv. Faleceu de causas naturais. Sua esposa Janet ainda publica o site oficial de James Arness.
Amanda Blake (1929-1989) foi Kitty Russell por 19 anos, tempo que durou a série. Depois que a série acabou, ela entrou em semi-aposentadoria, participando de poucos filmes. Em 1980, diagnosticada com câncer na boca, faleceu 9 anos depois, embora se afirme que ela tenha sido uma das primeiras vítimas da AIDS.



sábado, 14 de abril de 2012

I) CRÔNICA
FILHOS INDESEJADOS
O progresso, com seu vigor, traz oportunidades de progresso de todas as naturezas, hospitais, escolas, shoppings, cinemas, teatros e muita gente.
Mas, as centenas de pessoas, boas ou más, ricas ou pobres, que aportam numa cidade, ajudam a gerar os filhos indesejados do progresso: o trânsito intenso com motoristas indisciplinados; a violência contra a vida e o patrimônio; hábitos e costumes de outros rincões, o individualismo e a impessoalidade.
Criar a alma de uma cidade onde os seres da mesma espécie são individualistas, diferentes e indiferentes, seria a grande obra que tornaria os administradores públicos grandes homens, perante seus pares e para todo o sempre da história!
II) TEATRO DO INAUDITO
MAUS COSTUMES
A sociedade japonesa está centrada no conceito de grupo e chamar a atenção é uma enorme falta de educação: não se cospe nem se joga ponta de cigarro no chão; não se come andando pelas ruas e não se fala em celular em áreas públicas como trens e ônibus.
Além disso, nos sentos, locais de banhos sem barreiras de cor, idade ou origem, toma-se banho nu, separado por sexo, apesar de em algumas regiões eles serem mistos e não há qualquer problema, pois os japoneses não veem nada de erótico no fato de se estarem nus para se banhar.
Seria inaudito se tivéssemos os mesmos costumes civilizados porque, em nosso país, cospe-se no chão, faz-se xixi por cantos, joga-se papel de bala e ponta de cigarro pela janela do carro e fala-se ao celular e ouve-se música em volume alto em qualquer lugar e hora. Seria, entretanto, mais inaudito ainda tomar banho comunitário sem que isso não tivesse forte conotação sexual e não se transformasse numa festiva e promíscua orgia!

III) LITERATOS
JORGE AMADO

O escritor brasileiro nasceu em 1912 e faleceu em Salvador em 2001 e foi um dos mais renomados e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, tendo suas obras tido adaptações para o cinema e televisão.
Autor de Tieta do Agreste, Gabriela Cravo e Canela e Dona Flor e Seus Dois Maridos, entre outros, recebeu vários prêmios internacionais e foi eleito para a Accademia Brasileira de Letras em 1961, ocupando a cadeira 21, cujo patrono é José de Alencar.

"O humor não é coisa da juventude. O jovem tem força criadora, elã, paixão, entusiasmo e ímpeto, uma coisa que depois você tem menos. Depois você tem experiência e o humor é da experiência."
IV) HISTÓRIA
CINE PARATODOS
No dia 27 de fevereiro de 1939, o prefeito sanitário Francisco José Longo assinou o Ato nº 28 "concedendo isenção do imposto predial pelo prazo de dez anos sobre edifício que fosse construído na zona comercial da cidade, especialmente destinada à instalação do cine-theatro, de bom acabamento, amplo, com todos os requisitos higiênicos, que comportasse lotação mínima de 1.400 lugares, devendo ter caráter essencialmente monumental, oferecendo aspecto imponente que, aliados aos imperativos de utilidade, concorresse eficazmente para o embelezamento da cidade."
No dia 1º de julho de 1941, foi inaugurado o Cine Paratodos, na Rua Cel. Monteiro, com 1.830 poltronas, que viria a ser o cinema, local de shows e cerimônias cívicas da São José dos Campos dos anos 1940, 1950 e início de 1960.
V) PENSAMENTO
Quantos não se refugiam na solidão de si próprios, entristecidos e desesperançados, sem coragem para lançar mão da força represada em seu espírito e na sua alma, sem disposição para a difícil arte da atitude? Por que alguns parecem mais jovens do que outros da mesma idade? Porque alguns parecem voar o tempo todo, enquanto alguns se acorrentam em si mesmos?
VI) TÚNEL DO TEMPO
MICKEY ROONEY
Aos 91 anos de idade, Mickey Rooney é o ator de cinema e teatro mais longevo de todos os tempos, segundo o Livro Guiness de Recordes. Nascidos de pais artistas, começou a atuar aos quinze meses de idade, acompanhado dos pais.
Ganhou muitos prêmios ao longo da sua carreira, incluindo o Oscar, Globo de Ouro e o Emmy.
Casou-se oito vezes. Alguns anos atrás apareceu em comerciais de tv nos Estados Unidos, além de filmes e turnês com sua esposa em uma produção multimídia.
O controle da sua herança e os consequentes desentendimentos com alguns membros da sua família têm sido a Hidra que tem habitado sua vida de famoso e rico.
Desde 2008 Mickey Rooney e sua oitava esposa vivem em Westlake, California, ambos atuando como defensores dos direitos dos veteranos e dos animais.
Em 2011, afirmou que foi financeiramente abusado por membros da sua família e seu patrimônio foi permanentemente passado para o controle de advogados.


Mickey Rooney é um dos raros talentos infantis que teve sucesso quando adulto.



sábado, 7 de abril de 2012

I) CRÔNICA
COMUNIDADES DE CAPRICHOSOS
Eram casas com jardim na frente e um quintal com horta nos fundos. Eram cadeiras na calçada, conversas no início da noite e uma colher de sal ou uma lata de creme de leite emprestado. Era a liberdade da fraternidade e da solidariedade!
Houve desenvolvimento, progresso, muita gente nova chegando e o pedaço de chão ficou caro e precisou-se colocar uma casa em cima da outra, sem jardins ou hortas, mas somente com quartos pequenos e garagens estreitas.
Aí, retornou-se como à pólis, a cidade grega, separada uma das outras por uma grande muralha, feita de porteiros e câmeras de segurança que protegem contra os visitantes inconvenientes e os bandidos.
Lá dentro, entretanto, não está o isolado paraíso, mas todos os indiferentes que, circunstancialmente, têm que morar ao lado de outros que consideram como incomodantes intrusos, com o rádio alto, a batida do sapato no piso, o som da festa e a quem não cumprimentam ou mal cumprimentam quando se encontram no elevador.
Não bastasse a indiferença, a intolerância, o espírito crítico gratuito, a direção da polis é, frequentemente, entregue por omissão comum dos que não querem se envolver com as questões da comunidade, a desajeitados, insensíveis e autoritários aprendizes de soberanos, os síndicos que à frente dos destinos da sua pólis se excedem no mister de administrar o simples e o óbvio: o espírito de camaradagem e fraternidade entre os seus habitantes, substituindo as descontraídas conversas na calçada por formulários de advertências e multas.
Todo poder, por menor que seja, exige equilíbrio, generosidade, humanismo e precioso senso de justiça, atributos raros, faltantes, portanto, na maioria! 
II) TEATRO DO INÁUDITO
O CAVALHEIRISMO IMPENSÁVEL
Ao final de um jogo de futebol pela Copa dos Campeões da Europa, na última semana, entre o Barcelona da Espanha e o Milan da Itália, vencido pela primeira equipe for 3 a 1, os jogadores das duas equipes se confraternizaram, assim como cumprimentaram os perfilados árbitros e auxiliares, sob os aplausos de um estádio cheio de torcedores de ambas as equipes.
Foi um ritual de cultura, boas maneiras e cavalheirismo!
Seria ináudito se isso acontecesse, alguma vez, em qualquer país da America do Sul, onde, rotineiramente, o cavalheirismo é substituido por agressões, ofensas, inconformismo, pedradas, tiros e mortes, dentro e fora dos estádios.
O que deveria ser apenas um entretenimento ou uma disputa envolvendo habilidades, em meio aos interesses econômico-financeiros, se transforma numa perigosa arena de gladiadores, como nos sangrentos tempos do imperador romano Nero!
III) LITERATOS
Antoine de Saint Exupéry
Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), escritor francês, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram encontrados a poucos quilometros da costa de Marselha. Seu corpo jamais foi encontrado.
A maior de suas criações foi o livro "O Pequeno Príncipe", publicado em 1943 nos Estados Unidos. Traduzido em várias línguas, transformou-se também em filme.
A princípio aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico.

"Aqueles que passam por nós, não vão sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
IV) COMPORTAMENTO
EDIÇÃO IMPRESSA FINAL

Depois de 244 anos, a Encyclopaedia Britannica, sediada em Chicago, anunciou no mês passado que abandonaria as edições de papel. Colecionadores correram para comprar os últimos exemplares da coleção, vendida por mil e trezentos e noventa e cinco dólares.
É o lento e inexorável desaparecimento da imprensa inventada pelo alemão Johannes Gutenberg (1398-1468), gradualmente substituída por fontes online.
É a perene troca: a carruagem a cavalos pelo carro; a casa de taipa de pilão pela de concreto; o rádio pela televisão; a máquina de escrever pelo computador.
É o velho substituíindo o novo. Entretanto, a essência será sempre a mesma porque os homens são sempre os mesmos, não importando o século!
V) HISTÓRIA
O FIM DE UMA ERA
Até os anos 1930, os cine-theatros dividiam suas apresentações em filmes mudos, sempre acompanhados de piano ou de uma pequena orquestra ao vivo, e peças de teatro, operetas, bailes de carnaval e outras variedades, além de abrirem espaço para reuniões, solenidades cívicas e bailes.
O cinema era mudo até 1927 e falou pela primeira vez quando Hollywood lançou The Jazz Singer (O Cantor de Jazz) com Al Jolson. Era o começo do fim do cinema mudo e do modus operandi dos cine-theatros.
O Theatro São José, onde está a Biblioteca Pública Cassiano Ricardo, na esquina da Rua XV de Novembro com a Rua Sebastião Hummel, que havia sido inaugurado em 1910, já tinha, na década de 1930, seus equipamentos e instalações precários, além de problemas com o serviço sanitário.
Em janeiro de 1940, o prefeito Francisco José Longo concedeu ao concessionário do cinema 90 dias para desocupar o prédio, que pertencia à Prefeitura Municipal.
Foi o fim de uma era!
VI) PENSAMENTO
O ser humano demora para perceber a inutilidade das suas inocuidades, das suas mortais idiossincrasias, das suas tolamente imutáveis opiniões que, ao final, em nada resultarão, pelas soluções que a elas serão dadas pela sabedoria do tempo!
VII) TÚNEL DO TEMPO
O INCRÍVEL HULK
O seriado exibido nos anos 1980 tinha como herói David Banner (Bill Bixby),um médico franzinho que sofre um acidente de carro com sua mulher e ao não ter forças para virar o carro para salvá-la, busca, a partir daí, a força que falta para juntar às que todos temos nos momentos de aflição, desespero e perigo e a encontra quando sofre uma superexposição de raios gama durante uma de suas experiências.
Passa então a não ter mais controle sobre seus momentos de aflição, desespero, perigo e nervosismo e se transforma no fortíssimo Incrível Hulk (Lou Ferrigno).
Lou Ferrigno, 60, que interpretava o Incrível Hulk, nasceu em 1952 e foi campeão do Mr. America de fisioculturismo e ficou em 2º lugar no Mr. Olympia, derrotado por Arnold Schwarzenegger. É ator, personal trainer e fisiculturista.
Bill Bixby (1934-1993), que interpretava o Dr. David Banner, morreu de cancer na próstata, aos 59 anos de idade.