Minha lista de blogs

sexta-feira, 19 de agosto de 2011













Nascer do Sol - Claude Monet



Mark Twain



O Pensador - Auguste Rodin


I) CRÔNICAS

DESIGUALDADES

A democracia nasceu em Atenas, na Grécia antiga, mas não havia a igualdade preconizada em seus princípios, pois, as mulheres, os estrangeiros e os escravos não tinham os mesmos direitos.

Nos tempos de hoje, passados mais de dois mil anos, a democracia, no sentido mais amplo da palavra, ainda sofre de discriminações de todas as espécies: étnicas, de opção sexual, de pobreza, e da diferenciação que qualquer das formas de poder evocam: dinheiro, cargos ou títulos.

Continuamos iguais na espécie, mas diferentes no gênero!

SCRIPT

Não podemos nos iludir acreditando que escrevemos sozinhos o script das nossas vidas. Na verdade, somos apenas um participante dos nossos próprios caminhos!

II) MESTRES

" Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso demais: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi. " - Mário de Andrade (1893-1945), poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo e ensaísta brasileiro.

III) LITERATOS

Mark Twain, escritor norte-americano, nasceu na cidade de Florida, Missouri, em 30 de novembro de 1835, e faleceu em Redding, Connecticut, em 21 de abril de 1910.

Da sua vasta obra, os livros mais conhecidos são As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huck Finn e O Príncipe e o Mendigo, que se transformaram em filmes.

Exerceu diferentes funções: impressor, tipógrafo, colunista, piloto de barcos a vapor no Rio Mississipi e jornalista. Como repórter alcançou grande popularidade e depois teve grande êxito como escritor e palestrante.

A partir da década de 1880, a ambição e a ânsia em enriquecer o levaram a se envolver em diversos esquemas especulativos. Apesar de ter lucrado consideravelmente com seus escritos, acabou desperdiçando grande parte da fortuna em projetos paralelos, principalmente em novas invenções.

Suas leituras e palestras, combinadas com o auxílio de um amigo, o financista Henry Huttleston Rogers, um dos diretores da Standard Oil, permitiram que ele se recuperasse financeiramente.

Em 1907, a Universidade de Oxford concedeu a Mark Twain um Doutorado em Letras.

Em maio de 1909, ele teria escrito: " Eu cheguei com o Cometa Halley em 1835. Ele vai passar de novo no ano que vem, e espero ir embora com ele. Seria a maior decepção da minha vida se eu não fosse junto com o cometa. O Todo-Poderoso disse, indubitavelmente: 'Cá estão esses dois inexplicáveis fenômenos; eles chegaram juntos, e devem partir juntos' "

Sua predição estava correta - Mark Twain morreu em decorrência de um ataque cardíaco em Redding em 21 de abril de 1910, um dia após o Halley passar mais próximo da terra.

IV) PENSAMENTO LIVRE

As palavras deveriam ser tão importantes quanto o ar que se respira a cada fração de segundo, mas de tão impropriamente usadas, podem ser tão desnecessárias, passageiras e invisíveis quanto o vento forte que não podemos ver ou pegar, mas que em muito nos incomoda!








sábado, 13 de agosto de 2011

I) CRÔNICAS

VIDAS PARALELAS

O menino, com sete anos de idade, foi ao cinema junto com seu pai pela primeira vez, sem saber que passeio tão frugal jamais se repetiria.

O rostinho do menino de calças curtas era de felicidade inebriante, mais pela oportunidade de fazer algo com o pai em raro momento de compartilhamento, do que pelas cenas futurísticas do seriado do Flash Gordon em preto e branco na tela.

Sem perceber, naquele dia, e somente naquele dia, bebeu o elixir do eterno amor pelo pai, mas que, no paralelismo de suas vidas, viria sempre a ser sorvido em raras gotas.

O pai era um exímio violonista, com uma pequena coleção de violões que eram tratados com deferência quase humana, coabitando com pilhas de partituras musicais em uma sala onde somente se poderia entrar sem pôr a mão em nada, recanto quase sagrado onde recebia seus amigos músicos para longa jornada de música, brincadeiras e bebidas.

Do seu trabalho, pouco se sabia, e ninguém perguntava.

A mãe, só cuidava da casa, da comida, da lavagem da roupa, e na sua perene expressão de infelicidade, carregava suas frustrações, sempre a ralhar com seus sete filhos.

Viviam em uma mesma casa, mas não eram uma família, na sua melhor acepção como unidade espiritual e de sangue.

Os pais, cada um deles carregando seus fardos, eram distantes, com dificuldades para lidar com si próprios.

As crianças, sem se dar muita conta do que poderiam ter de melhor em uma família, eram felizes, à sua maneira.

As datas importantes não eram lembradas, e os dias eram todos iguais.

Não havia, nem ao menos o ruidoso almoço dominical com todos à mesa, falando ao mesmo tempo, chupando macarrão, comendo em uma alegria e pressa que significavam que as brincadeiras estavam esperando por elas.

Viveriam juntos várias décadas, em vidas paralelas, onde os encontros seriam acidentais.

O amor foi sempre o mesmo, mas, desconhecidos um do outro e de si próprios, viveriam na escuridão da falta de estrutura familial.

Viveriam sempre perto, mas não viveriam sempre juntos e unidos, como toda família deveria viver!

PODER

Ao homem não pode ser dado poder ilimitado, embora ele, o homem, frequentemente acredite que o detenha.

A história da civilização tem os povos sangrados pelos seus abusos.

O homem com muito poder é um lamentável gestor de si próprio, com sua soberba e autoritarismo, e pretende gerir o destino daqueles que são alcançados por ele, como se objetos dos seus desejos e interesses fossem.

II) MESTRES

......"Digo-lhes aqui e agora, meus amigos: mesmo que tenhamos de enfrentar dificuldades, hoje e amanhã, eu tenho um sonho. Um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Sonho que, um dia, nosso país se levantará e viverá de acordo com o verdadeiro significado da sua doutrina: - Acreditamos que estas verdades são evidentes por elas próprias: todos os homens são criados iguais.

Sonho que, um dia, sobre as colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos proprietários de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Sonho que, um dia, o Estado do Mississippi, ele próprio, sufocado pelo calor da opressão, se transformará num oásis de liberdade e de justiça.

Sonho que minhas quatro crianças viverão um dia num país onde não as julguem pela cor da pele, mas pela natureza do seu caráter.

Hoje, eu tenho um sonho!.......

Martin Luther King (1929-1968), pastor americano, defensor dos direitos civis, Prêmio Nobel da Paz de 1964.

III) LITERATOS

Sir Ian Fleming, escritor, jornalista e agente do serviço secreto britânico durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se célebre por ter criado o agente 007, James Bond.

Estudou no famoso Eton College, cursou a Academia Real de Sandhurst, mas deixou sua mãe furiosa ao trocá-la por um curso de idiomas nos Alpes sem sequer ter conseguido um mínimo posto de oficial.

Trabalhou como jornalista em Moscou durante quatro anos e foi corretor da Bolsa de Valores de Londres.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi designado ao Serviço de Inteligência da Marinha Britânica, e devido aos seus conhecimentos e facilidade com idiomas, serviu como assistente pessoal do Almirante John H. Godfrey, cujo perfil serviu parcialmente como modelo para o desenvolvimento da personagem M , o superior hierárquico de James Bond.

O primeiro livro de Fleming foi um guia de correspondente de guerra, que serviu para treinamento do pessoal do Serviço de Inteligência.

O primeiro livro sobre James Bond , Casino Royale, de 1953, é parcialmente baseado na sua má sucedida experiência com jogos de azar, durante sua estada em Portugal, e foi no famoso Cassino de Estoril onde, aparentemente, Ian Fleming conheceu Dusko Popov, que serviria como modelo para a criação de James Bond.

O personagem foi apresentado ao público em livros de bolso na década de 1950, com a novela Casino Royale, tornando-se sucesso de venda.

Na década seguinte, os livros viraram uma grande franquia no cinema, a mais duradoura e bem sucedida financeiramente, com mais de 20 filmes oficiais, começando com O Satânico Dr. No, em 1962, com Sean Connery interpretando James Bond.

IV) PENSAMENTO LIVRE

Os laços são, de alguma maneira, para sempre, como a marca do ferro, quer os tenhamos rompidos ou não, quer gostemos ou não!

sábado, 6 de agosto de 2011

I) CRÔNICAS

O BRILHO QUE SE FOI

Os dois adolescentes eram muito bons amigos. Viam-se quase todos os dias, um sempre indo de bicicleta até a casa do outro.

Lauro era espirituoso, tinha espírito de liderança e era invejado, no melhor sentido da palavra, pelo amigo Renan, um menino bonzinho, mas sem graça e tímido.

Um dia, na casa do Renan, havia visitas e, entre elas, duas moças com pouco mais de vinte anos, bonitas, divertidas e de boas famílias.

Em meio a muita conversa e risadas, Lauro perguntou a uma das moças:

- Qual é o seu sígno?

- Virgem! - respondeu ela prontamente.

Renan, o sem graça, com a falta de espirituosidade que o caracterizava, exclamou:

- Ela é virgem!?!?

Mal havia terminado de falar, e Lauro, o espirituoso, exclamou bem humorado como sempre:

- Disso eu nunca duvidei!

A sala explodiu em risos e a satisfação estava estampada no rosto da moça que viu que sua casta imagem estava preservada, mesmo que não fosse bem assim.

Renan, o sem graça, se encolheu um pouco, mais uma vez, por mais uma oportunidade perdida, diante da espirituosidade do amigo, e o invejou, no melhor sentido da palavra, mais uma vez.

Finalmente, as moças se despediram dando beijos e fazendo afagos em Lauro, o espirituoso, enquanto Renan, o sem graça, ficou com as despedidas formais.

Para Renan, o amigo espirituoso parecia que iria longe, teria um futuro brilhante, com sua fala e maneiras cativantes.

Os anos se passaram, mais de quarenta deles, e os amigos, pelas circunstâncias da vida, já haviam se distanciado e perdido contato há muito tempo.

Renan, o sem graça, fez curso superior, casou-se com uma moça bonita, teve filhos e tornou-se bem sucedido.

Um dia, encontrou Lauro. Ele estava gordo, careca, e os poucos cabelos que restavam, estavam brancos.

Já aposentado, tinha as pálpebras caídas e a pele enrugada. Não dirigia, não namorava e jamais se casara. Carregava um semblante entristecido, e tinha uma vida pequena.

A vida do ser humano é um molde de barro molhado, sendo por toda a vida moldado pelas mãos das circunstâncias, do livre arbítrio, das tragédias dos sonhos não concretizados, pelas insatisfações da alma e por um destino já escrito, em algum lugar no espaço cósmico!

SEM SENTIDO

Discutem no trânsito, na fila do banco, no supermercado, na família, na relação amorosa corroída, na amizade fragilizada e em meio à não aceitação absoluta das suas incertas opiniões.

Discutem a inutilidade, discutem sem sentido, enquanto a ampulheta marca o tempo perdido, lhes subtraindo o verdadeiro sentido da vida!

São homens e mulheres, como tantos outros, desesperançados, sem as virtudes mínimas do equilíbrio emocional, da generosidade e do otimismo!

II) MESTRES

" Não devemos permitir que o relógio e o calendário nos ceguem para o fato de que cada momento da vida é um milagre e um mistério. " - H. G. Wells (1866-1946), escritor britânico, autor de A Máquina do Tempo e A Guerra dos Mundos.

III) LITERATOS

Fiódor Dostoiéviski, escritor russo, nasceu em 11 de novembro de 1821, em Moscou, e faleceu em 9 de fevereiro de 1881, em São Petersburgo.

Ele é considerado o fundador do existencialismo, e sua obra explora a autodestruição, a humilhação e o assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio.

Conseguiu algum sucesso com o livro Pobre Gente (1846). Veio a repetir o sucesso com o semibiográfico Recordações da Casa dos Mortos (1862), aumentando sua reputação com Crime e Castigo (1866).

Seu último romance, Os Irmãos Karamazov (1881), foi considerado pelo psicanalista Sigmund Freud, como o melhor romance já escrito.

Dostoiéviski influenciou Hermann Hesse, Marcel Proust, William Faulkner, Albert Camus, Franz Kafka e Gabriel Garcia Márquez.

Os Irmãos Karamazov foi parar nas telas de cinema, lançado em 1958, com os atores Yul Brynner, Maria Schell, Lee J. Cobb e William Shatner.

IV) PENSAMENTO LIVRE

O coração tem dificuldades para andar de mãos dadas com a razão, e, abdicar desta, é renunciar voluntariamente à prudência e ao bom senso, e incorrer no erro, quando não, pior, na desilusão!