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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL

NATAL
O mundo se rende ao extraordinário significado do Natal, numa celebração de beleza emblemática.
Os duros embates entre nações, instituições, empresas e homens, por todos os tempos do calendário gregoriano, são refreados diante da magnitude da sua espiritualidade.
Desaceleram-se os rítmos, enfraquecem-se os rancores, aquietam-se os gritos. Afloram a paz, o espírito generoso, a contemplação, a família, a alma não corrompida, a solidariedade, o respeito, a entrega e a reflexão.
O que deveria ser a essência do ser humano, deixa seu casulo e reaviva-se intensamente por vinte e quatro significativas horas.
As novidades, as emoções e as paixões são bens efêmeros, enquanto o breve período de encantamento com Jesus Cristo, nascimento de uma fé cristã, presépio, Papai Noel, cantigas, presentes, crianças em plena pureza à frente da árvore de Natal, e famílias à mesa em torno de um amor comum, são bens vivos, duráveis, eternos.
É o tempo do encontro do ser humano com seu primitivismo, com a afirmação da bondade primitiva da natureza humana.
Por breve que seja, o Natal, na sua absorvente magnitude, é o benfazejo sopro da generosidade e da bondade que se renova todo final de ano e que, como numa pintura dos grandes mestres impressionistas, deixa suas eternas impressões de sensibilidade, amor e respeito pelos valores mais básicos da vida humana.
NATAL
" Um FELIZ NATAL! " - AD

sábado, 18 de dezembro de 2010

NATAL

NATAL
O Natal é comemorado nos dias 24 e 25 de dezembro, e celebra o nascimento de Jesus Cristo. Nos países eslavos e ortodoxos, é comemorado no dia 7 de janeiro.
JESUS CRISTO
É aquele que os seguidores consideram o Messias, o filho de Deus encarnado.
A expressão 'Jesus Cristo' surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, que segundo os Evangelhos, nasceu em Bélem da Judéia e passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galiléia, sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré.
CEIA DE NATAL
Embora, tradicionalmente, seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares.
Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, músicas natalinas, festas de igreja, decorações de ruas, prédios públicos, residências, árvores, e a ceia.
A Ceia de Natal acontece na noite do di 24, mas há famílias que a trocam pelo almoço do dia 25.
Entre os pratos natalínos no Brasil, estão: o peru, que é o mais tradicional, e que é consumido desde o século XVI na Europa, o chester, o pernil, o pernil de porco e o frango.
As tradições dos pratos e os costumes variam em cada país: na Rússia, evita-se a carne; na Jamaica usa-se muita ervilha; na Alemanha come-se carne de porco; na Australia, as pessoas costumam fazer a ceia em praias, e na África do Sul, faz-se a ceia em mesas colocadas do lado de fora das casas.
CANTIGAS DE NATAL
São muitas as canções criadas especialmente para o Natal, mas 'Stille Nacht', 'Noite Feliz', é uma das mais populares.
Ela foi escrita pelo padre Joseph Mohr e musicada por Franz Gruber, em 1818, na cidade de Oberndorf, na Áustria, tendo sido executada pela primeira vez na Missa do Galo desse ano, na paróquia de São Nicolau.
NOITE FELIZ
" Noite feliz! Noite feliz!
Ó Senhor, Deus do amor!
Pobrezinho nasceu em Belém;
eis, na lapa, Jesus, nosso bem,
dorme em paz, ó Jesus!
Dorme em paz, ó Jesus!
Noite feliz! Noite feliz!
Ó Jesus, Deus da luz!
Quão afável é teu coração
que quiseste nascer nosso irmão
e a nós todos salvar!
Noite feliz! Noite Feliz!
Eis que, no ar, vêm cantar,
aos pastores, os anjos do Céu,
anunciando a chegada de Deus,
de Jesus Salvador!
De Jesus Salvador! "
- letra de Joseph Mohr (1792-1848) e música de Franz Gruber
(1787-1863)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

NATAL

MAGIA
Num Natal memorável, o menino nos seus 8 inocentes anos escreveu sua cartinha ao Papai Noel pedindo um 'revolvinho' e um 'cinturão' iguais aos dos mocinhos dos filmes de caubói que o fascinavam nas domingueiras manhãs no cinema.
Na mágica noite deitou-se às primeiras horas para acordar cedinho em manhã de encantamentos e voar de encontro aos seus sonhos embaixo da árvore.
Filho único, paramentou-se como seus heróis e saiu à rua para repartir sua alegria com os outros meninos.
Não encontrou ninguém!
Voltou para dentro de casa. Saiu de novo. Ninguém!
Perguntou-se se acaso os outros meninos foram maus durante o ano e o Papai Noel não desceu pelas suas imaginárias chaminés.
Voltou para dentro de casa, apanhou os inúmeros gibis de caubói e, com seus modestos presentes, fantasiou seus alegres sonhos ao pé da árvore, até a noite, quando, vencido pelo cansaço das suas heróicas cavalgadas, esticou-se sobre o tapete, em reconfortante sossego, até adormecer ali mesmo.
Cresceu, adulto otimista e confiante, e viveu outros tantos natais felizes, pois, havia, naquele Natal especial ao pé da árvore, sozinho, descoberto a magia que habitava seu coração!
NATAL
O hoje é nascido num tempo passado, que pode ter sido ontem, o ano passado, a décadas ou a séculos.
O hoje tem uma história, sem o que, não seria como agora é.
O hoje deve seu ser ao ontem, assim como o futuro deverá seu ser a um presente, que, um dia, também será ontem.
Todos, a natureza, as coisas, as nações e os homens, temos uma história!
A história do Papai Noel
São Nicolau de Mira é o santo padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega, e seus restos mortais estariam sepultados em Bari, na Itália.
São Nicolau, hoje Papai Noel, nasceu em Petara, na Turquia, na segunda metade do século III e faleceu no dia 6 de dezembro de 342.
A ele foram atribuídos vários milagres, sendo daí proveniente sua popularidade em toda Europa e sua designação como protetor dos marinheiros e comerciantes, santo casamenteiro e, principalmente, amigo das crianças.
É tido como, acolhedor com os pobres e, principalmente, com as crianças carentes, o primeiro santo da igreja a se preocupar com a educação e a moral tanto das crianças como de suas mães.
Enquanto São Nicolau era, originalmente, retratado em trajes de bispo, atualmente, Papai Noel é retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca, trajando casaco vermelho.
Essa imagem se tornou popular nos Estados Unidos e no Canadá no século XIX devido à influência do caricaturista e cartunista político Thomas Nast. Essa imagem tem se mantido e reforçada por meio da música, rádio, televisão e filmes.
Conforme a lenda, Papai Noel mora no extremo norte, numa terra de neve eterna, o Polo Norte, segundo a versão americana.
Na versão britância, Papai Noel reside na Lapônia, Finlândia.
Papai Noel vive com sua esposa, Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras!
Árvore de Natal
A Árvore de Natal nasceu no início do século XVIII com o monge beneditino São Bonifácio, que tentou acabar com o costume dos povos pagãos da região dos países bálticos (Lituânia, Letônia, Estônia) que cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma semelhante ao das árvores dos dias de hoje.
Mas, como não teve sucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus.
Nascia aí a Árvore de Natal.
Presépio
A tradição diz que o presépio surgiu em 1223 quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais.
Nesse cenário foi celebrado o Natal.
O sucesso dessa representação do presépio foi tanto que rapidamente se espalhou por toda a Itália, sendo introduzido nas casas nobres e de lá descendo até as classes mais pobres.
Chegou à Espanha no século XVII, se estendeu aos lares latino-americanos no século XIX e na França, no início do século XX.
É consensual, em todas as religiões cristãs, que o presépio é o único símbolo do Natal de Jesus, verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.
POEMA DE NATAL
" Natal...Na província neva.
Nos lares aconchegados,
um sentimento conserva
os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo,
como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
a paisagem que não sei,
vista de trás da vidraça
do lar que nunca terei! "
Fernando Pessoa (1888-1935), poeta e escritor português

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

OLHOS

FINAL
Em corpo entorpecido, frágil, em memórias de denotadas saudades que vagueam pelo tempo passado.
Parece-lhe ser o tempo futuro de pouco a se aproveitar.
Galardões conquistados, honras em embates com sangue da alma vertido nas controversas batalhas da vida, num tempo em que viver era mais poesia e menos guerrilha no morro.
Em seu ser, entorpecidas memórias entre amores, longínquas sinfonias, arquiteturas seculares, que em cadenciado vagar, perambulam pelos caminhos do eldorado.
Próximo ao final, entorpecido, sem sair do lugar, vive com o que lhe é ainda dado sonhar!
EXPECTATIVAS
Expectativas,
esperanças fundadas em probabilidades e promessas,
algozes do crédulo.
O ingênuo sempre projetando seus desejos nas possibilidades dos interlocutores,
deles dependendo para ter suas tolas pretensões e interesses satisfeitos no enorme cipoal das relações humanas.
Sempre credita sua felicidade a outrém,
incapaz de bastar-se a si próprio,
incapaz de viver em contemplação intuitiva.
Não se apercebe que viver não é ciência, é arte!
OLHOS
" É preferível muito mais servirmo-nos dos nossos olhos para nos guiarmos e apreciar a beleza das cores e da luz, a conservá-los fechados e, assim, guiarmo-nos pelo alheio proceder. " -
Rene Descartes (1596-1650) em 'Princípios da Filosofia.'