Minha lista de blogs

sábado, 29 de maio de 2010

ILUSÃO

ILUSÃO
O cinema, inventado no fim do século XIX, era, a princípio, uma curiosidade científica, passando depois a espetáculo de feira, e então ao plano dos negócios.
Oficialmente, começa no século XVII a história dos precursores do cinema, com o jesuita alemão Athanasius Kircher (1601-1680), construtor da primeira lanterna mágica dos tempos modernos.
Para os franceses, os inventores do cinematógrafo foram os irmãos Louis e Auguste Lumière, aos quais se deve a primeira exibição pública de 'fotografia animada' no dia 28 de dezembro de 1895, no Café Paris, em Paris, para uma platéia de 35 pessoas, com lotação esgotada!
Para os americanos, a glória da invenção cabe a Thomas Alva Edison, que foi, além de outras, inventor da luz elétrica.
Mas, o espetáculo cinematográfico nasceu com o francês Georges Méliés, que havia estudado desenho, pintura, escultura e criação e manipulação de fantoches, além de ser mecânico e praticante de ilusionismo.
Méliés fabricou um aparelho análogo ao dos irmãos Lumière e, em 1896 transferiu sua experiência de ilusionismo para a tela, apesar da advertência de Antoine Lumière, pais dos dois irmãos inventores, de que o cinematógrafo 'era uma curiosidade científica sem nenhum futuro comercial.'
Méliés produziu filmes-espetáculo, mas faliu em 1.914 quando seus estúdios foram requisitados pelo exército. Pouco antes de sua morte, em 1938, foi descoberto vendendo jornais na estação de Montparnasse.
Da genialidade e dedicação solitária dessas mentes curiosas e criativas, o mundo ganhou uma das suas mais valiosas artes, o cinema-entretenimento, que diverte, informa e viaja o mundo transformando-se em obras-primas que são contadas em dramas, comédias, épicos e musicais.
Extraídos da vida real ou da imaginação de escritores e cineastas, o cinema a todos encanta e a previsão de que 'era uma curiosidade científica sem nenhum futuro comercial' foi frustrada diante do enorme ganho financeiro de produtoras e artistas, principalmente americanos, estes os maiores salários encontrados entre qualquer das profissões existentes no mundo, e, além disso, agraciados como celebridades mundiais.
O cinema, de tantos precursores, de Lumière, Edison e de Méliés é um envolvente mundo de magia!
'PRÓXIMO'
Os povos têm sua cultura, o conjunto de caracterísiticas humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade.
As culturas podem se chocar! Num país, horário de compromisso é sagrado; em outro é algo que existe para ser descumprido. Num país, as pessoas não olham muito nos olhos dos outros nos primeiros encontros de negócio; em outro, não olhar firmemente nos olhos pode ser entendido como dissimulação e motivo para perda de confiança. Num país, entra-se em uma loja e a pergunta de quem atende é infalivelmente 'Posso ajudá-lo?'; em outro, entra-se em uma fila e, na sua vez de atendimento, é se chamado de 'próximo', e se o cidadão estiver distraído, a chamada 'próximo' será repetida mais asperamente e mais alto, numa velada repreensão!
Não somos mais pessoas, somos como que bípedes que falam!Ausentes estão, nos grandes aglomerados urbanos, o tratamento educado, o chamar pelo nome, a pausa da conversa amena, a troca de gentilezas e o respeito!
Fazem-se presentes, hodiernamente, a frieza, o enfado, a intolerância, a rispidez e a pressa!
Num mal sinal dos tempos, estamos, há muito, no processo de sermos tão 'máquinas' quanto as próprias máquinas, mas 'máquinas falantes'!
NOBREZA
" A natureza, única para todos os seres, não fez os homens nobres ou ignóbeis, mas sim as suas ações e as disposições de espírito. " - Epicuro (341-270 a.C.), filósofo grego.

sábado, 22 de maio de 2010

HORIZONTE SEM FIM
Em 13 de fevereiro de 1946, o mundo, sem se aperceber do amplo horizonte que se abriria nas décadas seguintes, era apresentado ao ENIAC , o primeiro computador criado pelo homem.
Resultado do trabalho de pesquisa de dois professores americanos da Universidade da Pensilvânia, o computador era uma enorme máquina de 18 mil válvulas, que, ao ser ligado, derrubou a rede de energia da Filadélfia. Aposentado em 1952, foi substituido pelo UNIVAC, considerado muito superior, ainda uma enorme máquina, mas tido como um computador capaz de aceitar diferentes instruções.
Hoje, medindo menos de 30 centímetros, e diminuindo, eles estão sobre a mesa de escritórios e residências, conversando com o mundo em tempo real e oferecendo ilimitadas possibilidades de informação e conhecimento.
Tem deixado para trás, cada vez mais, as correspondências enviadas pelo correio, o telefone, o livro impresso, o jornal e o filme no cinema.
Quando surgiram os primeiros automóveis, os profetas do pessimismo achavam que eles seriam uma moda passageira e jamais tomariam o lugar dos cavalos como meio de transporte e locomoção!
Do mesmo modo, quando a televisão surgiu, os arautos do atraso achavam que ninguém iria ficar horas na frente de um aparelho de entretenimento, deixando o rádio, que podia ser ouvido de qualquer lugar da casa, em segundo plano!
O computador também, nos seus inícios, sofreu críticas de profetas do apocalipse que acreditavam que o mundo seria em breve dominado pelos recém-criados cérebros eletrônicos.
O homem tem total controle sobre as máquinas, contradizendo as costumeiras e sombrias profecias!
O homem só não tem controle sobre si próprio!
Deixa-se levar, facilmente, pelas inutilidades, pela vaidade, pelo impulso, pela inata agressividade, pelo insensato desejo de punir e pelas efêmeras e inconsequentes paixões!
SEDUÇÃO
O futebol, o mais popular dos esportes de bola, tem registros de jogos precursores na Grécia, sendo que os romanos, depois da conquista em 1.500 a.C. adotaram o modelo.
Na Bretanha e na Normandia, na Idade Média, há referências ao jogo com uma bola de couro cheia de feno e farelo, em que se permitiam golpes com os pés, socos e rasteiras, terminando às vezes em morte.
Ainda na Idade Média, apareceu na Itália o 'calcio', jogado com os pés e as mãos entre equipes de 27 jogadores.
A Inglaterra é o berço do futebol moderno e já em 1871 tinha início a taça da Associação de Futebol.
Com a fundação, em 1904, da Federação Internacional de Futebol Association (FIFA), o futebol adquiriu sua verdadeira personalidade.
O futebol chegou às praias do litoral brasileiro na segunda metade do século XIX, trazido por marinheiros de barcos europeus. Mas, o começo incontestável do futebol no Brasil data de 1894, quando Charles Miller, brasileiro filho de ingleses, retornou da Inglaterra, onde estudava e jogava futebol em Southampton, com 2 bolas.
Reunindo um grupo de ingleses, dividiu-os em dois times 'The Team Gaz' e o 'The São Paulo Railway', formado por empregados das mesmas companhias, promoveu uma partida em abril de 1895, em São Paulo.
O esporte caiu no gosto do povo e depois de 40 anos de amadorismo, passou para o profissionalismo disfarçado e , finalmente, profissionalismo a partir de 1932.
O futebol evoluiu, mas sempre teve um aspecto retrógrado, fruto da sua época e da sua gente. Houve um tempo em que as rádios, então principal meio de comunicação, não podiam transmitir os jogos porque os dirigentes temiam que os torcedores não fossem aos estádios. O mesmo aconteceu om o advento da televisão! Com ela, também houve forte resistência!
Mas, a história tem um curso, resultado da evolução da sociedade, do conhecimento e da necessidade sempre crescente de se estruturar vidas e negócios dentro de bases financeiras.
A evolução do futebol, e tudo o que ele representa na sociedade, se deve hoje a uma enorme estrutura onde a mídia tem papel determinante na vida desse esporte, o mais amado do mundo e onde reside a paixão maior da maioria dos brasileiros!
O forte poder catalizador do futebol o tornou o esporte do mundo!
HORIZONTE
" Com Pelé no time, e outros como ele, ninguém irá para a Suécia com a alma dos vira-latas. " - Nelson Rodrigues (1912-1980), dramaturgo, como que prevendo que o Brasil seria campeão do mundo de futebol, depois dos fracassos anteriores - março de 1958.

sábado, 15 de maio de 2010

IMAGENS

DOÇURA DE TEMPOS PASSADOS
'Marcelino Pão e Vinho', filme dos anos 1.960, que foi vencedor dos premios de melhor direção e melhor ator, um garoto de 6 anos, no Festival de Cannes, é um singelo tributo à inocência e à alegria espontânea das crianças e na sua natural crença em valores maiores como pai, mãe, irmão, amizade e fé.
A trilha sonora do filme é de doce e envolvente ternura.
É um filme onde até os homens maus se rendem à bondade, bons modos e generosidade, valores impensáveis na maioria dos filmes de hoje, retratos da crueza das relações humanas num mundo onde a doçura e a gentileza são elementos quase alienígenas!
Vive-se numa sociedade de muita pressa, competitividade, desamor e busca de valores efêmeros inversamente proporcionais à melhor índole de convivência fraterna e de respeito ao próximo, mensagem que ecoa pelo mundo há mais de dois mil anos!
IMAGENS DE UM TEMPO
Tudo muda! Tudo mudou! Todos mudam! Todos mudaram!
Mas, no fundo da alma somos o mesmo periscópio 'buscando discos-voadores no céu'. Somos um enorme oceano alternando águas plácidas e águas revoltas!
Observadores da vida, vemos a história passar à frente dos nossos olhos impregnando impressões, emoções, alegrias e dores!
Vemos aqueles que nos impressionam até o mais fundo do nosso ser, imprimir suas marcas em nossos corações e depois, num lapso mal contado de tempo, deixarem nosso universo!
A imagem descansa num baú, no sótão da nossa memória, até que, um dia, a alma prisioneira da rotina reacende sua luz e dá brilho aos maravilhosos momentos que deixamos para trás!
Novas emoções jamais substituem as antigas!
Brindar o brilho de cada momento é algo que geralmente esquecemos de fazer, porque não temos a exata noção da dimensão de cada momento, de cada acontecimento, de cada pessoa, de cada tato, de cada olhar, de cada perfume!
TEMPO DE VIDA PLENA
" Ultrapassava cada obstáculo com um sorriso, dançando e brilhando ao sol. Cada porta estava lá para ser aberta. Cada janela para ser espiada lá dentro! " - adaptado de 'Days with my father', de Philip Toledano.

sábado, 8 de maio de 2010

EQUÍVOCOS

EQUÍVOCOS DOS TEMPOS DE HOJE
Tudo tende a ser mercadoria: os sentimentos, as convicções, as deferências, as idéias, as palavras!
Tudo tende a um utilitarismo, a uma conveniência, a um interesse!
Desprendimento, desinteresse, abnegação, altruísmo e independência são pedras preciosas de ínfima prospecção e de raro uso num mundo em progressiva competitividade que desumaniza o homem, ocupado que está, quase sempre, no esforço pela sobrevivência ou no desvairado empenho para ter mais poder, qualquer que seja ele!
EQUÍVOCO DE FOCO
O ser humano geralmente se amálgama à desesperança do envelhecimento, esquecendo-se do dínamo interno da alma ansiosa e abundante de vitalidade por viver que existe enquanto há saúde e vida!
Entrega-se à inércia, como uma planta sem água, sem sol, sem cuidados e se perde numa existência pequena, sem viço!
COM E SEM EQUÍVOCOS
Honore de Balzac (1799-1850), escritor francês, gostava de escrever de madrugada; podia se levantar à meia-noite e deitar-se às seis da tarde.
No seu enterro, Victor Hugo (1802-1885) fez o discurso de despedida!
Tinha entre seus admiradores, Oscar Wilde (1854-1900)!
Seu primeiro trabalho foi 'Cromwell' que não teve sucesso. Depois escreveu uma série de livros de baixa qualidade, apenas para sobreviver, usando pseudônimo.
Aos 22 anos de idade teve vida amorosa com uma mulher casada de 44, que viria a ter importante participação na sua vida de escritor. Investiu na carreira de editor e impressor de livros, afundando-se em dívidas e tendo muitas amantes!
Finalmente, encontrou seu caminho ao buscar retratar com detalhes os costumes dos franceses. Fez muita pesquisa histórica!
Toda sua obra está sintetizada na 'A comédia humana', que o transformou num dos maiores escritores da humanidade.
Foi um homem de vida curta, mas plena, com muitos amores passageiros, um amor envolvente, muitas obras-primas e muitas dívidas!
TRANSFORMAÇÃO SEM EQUÍVOCOS
" Tudo em transformação. Até tu mesmo te encontras em contínua mudança e, sob certos aspectos, em contínua decomposição. Igualmente o mundo inteiro. " - Marco Aurélio ( 121-180 ), imperador romano e filósofo.