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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

NATAL

NATAL DE HOJE
A maior festa da cristandade celebra o Nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem com a missão de sofrer e morrer como os homens e resgatar com seu sacrifício os pecados da humanidade.
Os Evangelhos tornam viva sua figura feita de incrível autoridade e grande doçura, como na expulsão dos vendilhões do Templo e do manso pregador do Sermão da Montanha.
O Papai Noel é o mais extraordinário catalizador dessa mensagem de paz com sua imagem de generosidade e bom humor! Nunca se viu ou ouviu, nem em fantasiosas obras ficcionais como filmes, Papai Noel polemizando, dando opiniões onde não deve, criticando, raivoso ou preguiçoso. Sua mensagem é subliminar e muitos não a entendem!
O mundo quase todo pára num momento de oração, introspecção, ceia em família ou troca de estimas!
Pára o mau, pra o bom!
'Naturalmente mau, egoista e ambicioso', conforme o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), no Natal, o ser humano é levado por uma grande onda de humanidade e se torna terno, amoroso, dócil e generoso......por algumas horas!
A mensagem de mais de 2000 anos atrás continua , portanto , a ser passada para o homem e, como uma fresca brisa, se vai, porque o homem, desde o início dos tempos, continua a ser o mesmo homem de Thomas Hobbes, formidáveis exceções à parte!
DE PAZ
"Bem aventurados os mansos, porque não condescendem com a discórdia." - Jorge Luiz Borges (1899-1986), escritor argentino.

sábado, 19 de dezembro de 2009

DO TEMPO

DIA-A-DIA
O tempo é interessante! Por mais tranquilo que se seja ou se esteja, o mundo com sua turbulência humana nos prende a pequenos embates e desconfortos no dia-a-dia, e aos dias se sucedem as semanas, às semanas os meses e aos meses os anos!
Olha-se no espelho e busca-se o mesmo rosto adolescente e acredita-se que ainda esteja adolescente, mas sabe-se que está avançado em anos, com todas as tortuosas linhas que a cronologia acrescenta ao rosto, ao corpo e à alma!
No entanto, ainda há um vulcão buscando esperanças, alegrias e garimpando instantes de ternura e satisfação! Ainda há muito por fazer e muito para se ter!
Tudo parece a mesma coisa, mas quase tudo, de alguma maneira, está diferente!
A noite e o dia, o sol e a chuva, o sono e o despertar, o riso e a tristeza, a pressa e o vagar!
A ampulheta do tempo é eternamente igual, rápida e
silenciosa!
VÁCUO
Era a tarefa da escola, a longíngua matemática e geografia que aprendera apenas para passar de ano e que depois se viu obrigada a tirar do seu recôndito conhecimento, para ensinar os filhos. Era a correria, o caminho para a escola, as festinhas, que achava monótonas, não percebendo nos olhos dos filhos o brilho da alegria infantil!
Era a agitação para que tomassem banho sem encharcar o banheiro e a pressa para que se sentassem em ordem à mesa posta para o jantar!
Tanta coisa ao mesmo tempo, tanta aflição! Nenhuma satisfação acreditava ter! Considerava tudo só obrigação! Era feliz, mas não tinha consciência dessa feliz benção da família saudável!
Eles cresceram, estudaram, casaram-se e se mudaram!
Então, a pressa se transformou em vagar, a agitação em monotonia, a preocupação em ócio e a ocupação em vazio da alma!
Não havia mais tarefas, nem brincadeiras, nem descobertas, nem a felicidade das coisas simples!
Não havia o inocente sorriso do boa noite, nem o ruidoso som de vozes infantis ao despertar!
Era tudo rotineiro e no lugar!
Não havia mais 'vida'. Havia apenas um enorme vazio, um vácuo sem volta, porque, na vida, há um tempo certo para tudo!
DIA-A-DIA
" Um dos motivos mais fortes que levam os homens à arte e à ciência é fugir do dia-a-dia com sua crueza dolorosa e sua melancolia inconsolável." - Albert Einstein (1879-1955), cientista e filósofo.

sábado, 12 de dezembro de 2009

COMPORTAMENTO

UTILITARISMO
Uma batida de veículos no trânsito tem, geralmente, como cena, duas ou mais pessoas raivosas, esbrajetantes, discutindo, às vezes com resultado fatal, por causa de um arranhão ou por uma involuntária 'fechada'!
Teriam o mesmo comportamento se um deles fosse um amigo, uma artista, um político ou jogador famoso, um diretor da mesma empresa em que trabalha ?
Haveria ou não condescendência e entendimento ?
O motorista de ônibus urbano, deixando o ponto, não pára para o passageiro que não conhece e que sinaliza aflito para o seu último horário para voltar para casa no bairro distante!
Faria o mesmo se o sinal para parar viesse de alguém da família, do amigo ou de um colega de trabalho ?
A caixa da lotérica, que não faz questão de cumprimentar os clientes que não conhece com a afabilidade necessária à sua função, faria o
mesmo se à frente do seu caixa aparecesse uma amiga ou se desmancharia em sorrisos e rápidos planos em conjunto para o final de semana ?
O corporativismo (somos do mesmo grupo), a amizade (ainda que superficial), o utilitarismo (vantagem que se pode tirar), estão sempre acima dos princípios básicos de boas maneiras e do respeito que deveriam prevalecer na mais elementar das relações humanas!
Lev (Leão) Tolstoi (1828-1910), escritor russo, autor de 'Guerra e Paz', 'Anna Karenina', procurou reencontrar a caridade no cristianismo primitivo. Foi sempre um crítico do utilitarismo das relações humanas, do homem que faz o bem para o outro, porque espera também receber um bem, porque pertencem ao mesmo grupo!
JULGAMENTO
" Não julgues a árvore por seus frutos nem o homem por suas obras; podem ser piores ou melhores. " - Jorge Luiz Borges (1899-1986), escritor argentino em 'Fragmentos de um evangelho apócrifo.'

sábado, 5 de dezembro de 2009

MAL E MAU

O MAL DO PODER
O homem que ordenou a edificação da grande muralha da China, linha defensiva de 2.300 km de comprimento, no século III, foi o Imperador Che Huan-ti, o mesmo que mandou queimar todos os livros anteriores a ele, numa rigorosa abolição do passado de 3 mil anos, porque a oposição política os invocava para louvar antigos imperadores, e, além disso, ele queria ser, eternamente, o primeiro e único.
Cercou um império com uma extraordinária obra da engenhosidade humana ao mesmo tempo em que destruiu o conhecimento e a história, como a buscar o elixir da imortalidade do seu nome, sabedor da finitude do corpo.
O poder, segundo Max Weber (1864-1920), economista e filósofo alemão, "é a probabilidade de impor a própria vontade, dentro de uma determinada relação social, ainda que contra a vontade do sujeito passivo."
O homem, no conceito de Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo inglês, "é naturalmente mau, egoísta e ambicioso."
Uma vez no poder, é capaz de desvestir-se, de todos os princípios éticos e morais, se os tiver, para sobrepor sua vontade em proveito próprio, e, frequentemente, com insanidades!
O ideal do bem comum, fonte de onde bebem os verdadeiros líderes e idealistas, é uma figura retórica para o mau no poder!
Assim era o homem no princípio dos tempos, assim tem sido em tempos outros antes e depois de Cristo, assim continuará a ser até os tempos de longínquo e inimaginável futuro, porque é de sua natureza!
MAU
" O homem, na sua maioria, é fraco, mau e corrupto." - John Adams (1753-1826), filósofo e político, um dos articuladores da independência dos Estados Unidos, embaixador americano junto à França e à Holanda, vice-presidente durante 2 mandatos e presidente dos Estados Unidos (1797-1801).